segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Prefacio - O Assassinato de Genevieve Cleiry




Segunda-feira, 22:34
Queridos Leitores,

Boa Noite!

Entrego para leitura o Prefácio que foi finalizado em 15-08-2008:

"Marselha. França.
Vinte anos antes da Revolução Francesa. (1769)

A amplitude pequena e achatada nas laterais dava certo ar de isolamento, obscuridade evasivo. Havia um longo caminho estreito onde cadeiras estavam encobertas por lençóis e, no canto jazia uma mesa devorada por cupins. Só os fundos da saleta era um pouco maior, o que era algo ilusório, camuflado pelas cortinas de um cinza desbotado que davam limite a uma janela de mosaico e onde, no lado esquerdo, estava pendurado um quadro de uma linda mocinha de vestido azul. Eram as paredes um conjunto de ramificações que vinham do teto até o rodapé, ocasionados pela infiltração, o carpete da mesma cor era tomado por uma poça púrpura – Essa se derramava da mesa lentamente numa perpétua música que as gotas protagonizavam. Os candelabros dourados estavam repletos de teias de aranha e suas luzes bruxuleavam com o sopro angustiante do vento... Ele perpetuava a melodia tediosa que desbravava o ar junto com os pingos lentos e mortificantes e soava triste qual um lamento, qual um sussurro quase que imperceptível e sonolento... As canetas do tinteiro estavam  caídas em cima do sofá salmão inundado pela tinta negra que delas foi expelida; junto a livros abertos onde paginas e paginas foram rasgadas, um boneco longe das mãos do que o possuía, uma arma cuja pólvora se excedia num cheiro vivo, persistente.
 
 
         Olhou para as direções, como se tudo fosse transparente ou como se pudesse ver por trás das matérias opacas e densas. Sapateava com seus sapatos de camurça marrom na poça e passava o dedo indicador na origem da fonte. Era um líquido que mal poderia se comparar com groselha, pois sua textura era grossa e fétida. Levou o dedo até a frente de sua face vislumbrando o líquido escorregar por entre a palma, deslizar até o punho, por fim fazer parte do riacho vermelho. Dera uma gargalhada que quebrou, de instantes, o reinado do silêncio de movimentações sonoras indecifráveis, a insistência da solidão dos objetos. Deu passos pelo lugar chegando até o piano... Levantou o corpo da cadeira segurando pelos braços..."
 

- Para continuar leitura, baixar o documento em Pdf.

 
Fantasticamente,
Camille Cognac. 

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